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Menopausa e ânimo: as mudanças hormonais alteram seu equilíbrio emocional. Como melhorar o ânimo.

Transição para a menopausa: quando os hormônios e as novas responsabilidades transformam seu ânimo e põem à prova seu equilíbrio emocional....
Menopausa e ânimo: as mudanças hormonais alteram seu equilíbrio emocional. Como melhorar o ânimo.



Índice

  1. O que acontece realmente na sua mente durante a menopausa e a perimenopausa?
  2. Responsabilidades crescentes na meia-idade: por que tanta pressão se acumula
  3. Sintomas emocionais da menopausa que você não deve ignorar
  4. Fatores de risco e mitos sobre menopausa e saúde mental
  5. Tratamentos e estratégias para cuidar do seu equilíbrio psíquico na menopausa
  6. Como acompanhar uma mulher na menopausa: família, parceiro(a) e ambiente

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Um processo natural que chega justo quando a vida exige mais de você pode desestabilizá-la por completo. Falo da menopausa, essa fase que muitos veem só como “fogachos e ganho de peso”, mas que na verdade afeta de cheio o equilíbrio psíquico. E sim, também toca sua agenda, seus relacionamentos, seu trabalho e até seu sentido de identidade. 😅


Como psicóloga ouço repetidamente o mesmo suspiro em consulta:


“Não sei o que me acontece. Tenho tudo, mas me sinto à beira do colapso”.



A maioria atribui apenas ao estresse, ao trabalho, aos filhos, ao parceiro. Pouquíssimas dizem de imediato: “acho que isso se relaciona com a menopausa”. E aí começa o grande mal-entendido.




O que acontece realmente na sua mente durante a menopausa e a perimenopausa?



A menopausa costuma chegar entre os 40 e os 50 anos. Antes de a menstruação cessar por completo, aparece uma fase de transição chamada perimenopausa, onde os hormônios sobem e descem como uma montanha-russa. 🎢



Nessa fase, seus níveis de estrogênio e progesterona começam a diminuir e a oscilar. Não muda só o corpo, muda também o cérebro. E aqui vem a parte interessante.



Esses hormônios influenciam neurotransmissores-chave como:




  • Serotonina: relacionada ao bem-estar e à estabilidade emocional.

  • Dopamina: ligada à motivação, ao prazer, à vontade de fazer coisas.

  • Noradrenalina: associada à energia e à resposta ao estresse.



Quando os hormônios se tornam imprevisíveis, toda essa química interna também se altera. A Dra. Ashwini Nadkarni, do Brigham Psychiatric Specialties, explica que essas mudanças modificam circuitos cerebrais ligados à memória, à concentração e ao humor. Em termos simples: você passa a ter dificuldade de concentração, esquece coisas simples, irrita-se com facilidade e seu ânimo fica mais frágil.



Em consulta, muitas mulheres me dizem coisas como:




  • “Entro em uma sala e esqueço o que ia fazer”.

  • “Antes me organizava perfeitamente, agora minha cabeça parece uma nuvem”.

  • “Choro por coisas que antes me davam risada”.



Isso tudo não significa loucura nem fraqueza. Significa que um processo hormonal natural afeta diretamente seu equilíbrio psíquico.



Dado curioso que costumo comentar nas minhas palestras: muitas mulheres vivem a perimenopausa paralelamente ao que, na astrologia, vemos como uma fase de grandes revisões de vida, especialmente por volta dos cinquenta anos.

Coincidem trânsitos astrológicos intensos com mudanças biológicas e com responsabilidades crescentes. É como se a vida dissesse: “revise tudo... e faça isso enquanto dorme mal”. 🙃

Sugiro ler: Descobrem a menopausa mental nas mulheres




Responsabilidades crescentes na meia-idade: por que tanta pressão se acumula



Ao mesmo tempo em que seu corpo entra nessa revolução hormonal, sua vida externa também aumenta em exigências. Essa combinação faz com que a vulnerabilidade emocional aumente enormemente.



Nessa fase muitas mulheres costumam:




  • Cuidar de filhos que entram na adolescência ou juventude, uma fase agitada para toda a família.

  • Acompanhar pais idosos, com mais problemas de saúde ou dependência.

  • Pensionar uma carreira profissional cada vez mais exigente.

  • Lidar com tarefas do lar, logística familiar e questões econômicas.

  • Enfrentar mudanças na relação a dois ou até separações.



Trata-se da famosa “geração sanduíche”: você se sente presa entre as necessidades de quem vem depois e de quem veio antes. Tudo ao mesmo tempo.



Lembro-me de uma paciente, vou chamá-la de Laura, que me dizia:



“Chego ao trabalho com sono porque minha mãe me ligou de madrugada, chego em casa com culpa por não ter visto meus filhos, vou para a cama sem energia e com fogachos. E ainda por cima me sinto triste sem motivo”.



A razão existe sim. Seu organismo tenta se adaptar a uma nova fase biológica, enquanto o entorno exige que você renda como se nada tivesse mudado. Esse desajuste entre o que seu corpo precisa e o que sua vida pede abre a porta para ansiedade e depressão.



O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas aponta que ansiedade e depressão aumentam na meia-idade. No entanto, muitas mulheres não relacionam esses sintomas com a menopausa e pensam apenas que “não sabem lidar com o estresse”. Isso dói, porque além de se sentirem mal, culpam-se. 😔




Sintomas emocionais da menopausa que você não deve ignorar



Muitas mulheres reconhecem de imediato os fogachos ou as mudanças no peso. No entanto, os sintomas psicológicos passam despercebidos ou são minimizados. Vamos nomeá-los para que você os identifique sem medo.



Sinais frequentes de alteração do equilíbrio psíquico na menopausa e perimenopausa:




  • Mudanças bruscas de humor sem motivo claro.

  • Irritabilidade constante ou explosões de raiva.

  • Tristeza persistente ou episódios de choro fácil.

  • Sensação de vazio, apatia ou perda de interesse em atividades que antes você apreciava.

  • Ansiedade, preocupação excessiva, sensação de “não dar conta de nada”.

  • Dificuldades para dormir, despertares noturnos, insônia.

  • Cansaço extremo apesar de não ter feito grandes esforços.

  • Dificuldade para se concentrar, mente nublada ou “com neblina”.



Muitas dessas manifestações estão relacionadas a:




  • Alterações do sono por fogachos noturnos ou despertares frequentes.

  • Fadiga acumulada por dias longos e noites curtas.

  • Estresse mental por responsabilidades crescentes.



Na minha prática vejo um padrão bem claro: quando uma mulher melhora seu sono, com acompanhamento médico e psicológico, seu ânimo também melhora. A insônia funciona como gasolina para a ansiedade e a depressão. Se você dorme mal de forma contínua, sua mente perde recursos para regular as emoções.



A psiquiatra Nadkarni explica que as mudanças hormonais também afetam áreas cerebrais relacionadas à memória e à atenção. Daí a famosa frase de muitas pacientes: “Sinto a cabeça cheia de algodão”.



Importante: mesmo que você nunca tenha tido problemas emocionais antes, essa fase pode trazer seu primeiro episódio depressivo ou de ansiedade. Isso não a torna fraca. Torna-a humana diante de uma mudança biológica real.




Fatores de risco e mitos sobre menopausa e saúde mental



Nem todas as mulheres vivenciam a menopausa da mesma maneira. Algumas a atravessam com sintomas leves, outras sentem um tsunami emocional. Do que depende essa diferença?



Alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade de sofrer alterações do equilíbrio psíquico nessa fase incluem:




  • Antecedentes pessoais de ansiedade ou depressão.

  • Problemas de tireoide sem diagnóstico ou mal controlados.

  • Alterações do ritmo cardíaco.

  • Doenças infecciosas crônicas como a doença de Lyme.

  • Deficiência de vitamina B12 ou outros nutrientes importantes.

  • Consumo elevado de álcool, tabagismo ou cafeína.

  • Estresse crônico e falta de apoio emocional.



Em mais de uma ocasião descobrimos em consulta que uma mulher que se sente “louca” na verdade arrasta uma deficiência de B12 ou um problema de tireoide não tratado. Com exames apropriados e tratamento, seu ânimo melhora de forma notável. Por isso sempre recomendo combinar avaliação psicológica e médica.



Também existem muitos mitos que fazem mal:




  • Mito: “A menopausa só afeta o corpo, a mente não tem nada a ver”.
    Realidade: as mudanças hormonais influenciam diretamente a química cerebral e o estado de ânimo.


  • Mito: “Se você fica deprimida na menopausa, é porque não sabe se adaptar”.
    Realidade: não se trata de falta de caráter. Trata-se de um processo biológico somado a um contexto de alta exigência.


  • Mito: “Falar sobre menopausa dá vergonha, melhor aguentar em silêncio”.
    Realidade: o silêncio aumenta o sofrimento, o isolamento e atrasa a busca por ajuda profissional.



A Dra. Esther Eisenberg, do conselho editorial do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, comenta que muitas pacientes atribuem essas mudanças apenas ao estresse cotidiano e não as vinculam a essa transição. Esse desconhecimento complica o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.



Some-se a isso algo que vejo muito: etarismo e estigma. Em muitas culturas, a sociedade valoriza a juventude e olha com reserva o envelhecimento, sobretudo em mulheres. Resultado:




  • Você tem dificuldade em admitir que entrou na menopausa.

  • Prefere calar os sintomas emocionais por medo de ser vista como “velha” ou “instável”.

  • Não pergunta nem busca informação confiável, e acaba consumindo remédios milagrosos que só esvaziam seu bolso.



E aqui um dado curioso: em comunidades onde se valoriza a mulher madura como sábia e respeitada, sintomas emocionais intensos costumam aparecer com menos frequência. A cultura não só influencia o que você sente; também influencia como você interpreta o que sente.




Tratamentos e estratégias para cuidar do seu equilíbrio psíquico na menopausa



A boa notícia: existem muitas formas de aliviar os sintomas emocionais da menopausa. Você não precisa se render nem suportar tudo em silêncio. Sempre recomendo uma abordagem integral que combine medicina, psicologia e mudanças no estilo de vida.



1. Tratamentos médicos e hormonais



Segundo especialistas em saúde da mulher, a terapia hormonal pode ajudar bastante a reduzir fogachos e estabilizar o humor em alguns casos.




  • Em mulheres com útero, costuma-se indicar uma combinação de estrogênio e progesterona.

  • Em mulheres sem útero, muitas vezes é prescrito apenas estrogênio.



Esse tipo de terapia não convém a todas, porque cada corpo e cada histórico médico são diferentes. Sua ginecologista ou ginecologista deve avaliar riscos e benefícios no seu caso concreto.



Quando a terapia hormonal não é recomendada, alguns antidepressivos e outros medicamentos podem reduzir depressão, ansiedade e até os fogachos em certos casos. Aqui entra o trabalho conjunto de psiquiatria e ginecologia.



2. Terapia psicológica



A terapia cognitivo-comportamental mostra-se muito útil para:




  • Questionar pensamentos catastróficos do tipo “não sirvo mais”, “minha vida acabou”.

  • Aprender técnicas de manejo da ansiedade e regulação emocional.

  • Melhorar hábitos de sono e organização do tempo.



Na minha prática combino ferramentas cognitivas-comportamentais com trabalho de autoconceito e sentido de propósito. Muitas mulheres sentem luto pela fase fértil que se vai. No entanto, também descobrem uma nova liberdade: já não giram tanto em torno das expectativas alheias.



Em uma palestra motivacional sobre menopausa, uma participante me disse algo que nunca esqueci:


“Acreditei que perdia minha juventude, e na verdade ganhei minha autenticidade”.



Essa frase resume bem o que podemos alcançar quando acompanhamos esse processo com consciência.



3. Estilo de vida e autocuidado profundo



Algumas mudanças cotidianas fazem grande diferença:


  • Atividade física regular: melhora o humor, regula o sono e diminui a ansiedade. Você não precisa de maratonas, basta caminhar, dançar ou praticar yoga com constância. 🙂

  • Alimentação equilibrada: priorize frutas, verduras, proteínas de qualidade e gorduras saudáveis. Evite excessos de açúcar, álcool e comidas ultraprocessadas.

  • Higiene do sono: respeite horários, reduza telas antes de dormir e crie um ritual noturno relaxante.

  • Redução do tabagismo e do álcool: ambos aumentam o risco de depressão e pioram os fogachos.

  • Espaços pessoais de prazer: leitura, arte, música, meditação, o que te conecte consigo mesma.



A Dra. Eisenberg alerta sobre o aumento de produtos comerciais que prometem soluções imediatas para a menopausa. Muitas dessas opções carecem de respaldo científico e exploram a desesperança. Consulte sempre profissionais e desconfie de tudo que promete milagres sem esforço.




Como acompanhar uma mulher na menopausa: família, parceiro(a) e ambiente



Se você não está passando pela menopausa, mas convive com alguém que está, também desempenha um papel fundamental. O entorno pode se tornar uma rede de apoio ou um fator que agrava o sofrimento.



Algumas formas poderosas de acompanhar:


  • Ouvir sem minimizar: evite frases como “são coisas da idade” ou “você exagera”. Melhor pergunte: “o que você precisa de mim agora?”.

  • Informe-se: quando conhece as mudanças hormonais e emocionais, entende melhor reações que antes julgava.

  • Compartilhe responsabilidades: não deixe que ela carregue sozinha tarefas domésticas, cuidado de filhos ou de pais idosos.

  • Valide suas conquistas e sua trajetória de vida: a autoestima nessa fase fica muito sensível. Reconheça sua experiência e seu valor.

  • Incentive o diálogo: fale sobre a menopausa como algo natural, não como um tabu.



Quando faço oficinas para casais, costuma surgir um momento muito bonito: ao entender que as mudanças de humor não vêm de “mau humor sem mais”, mas de uma transição biológica e vital intensa, a empatia cresce. A partir daí, a convivência melhora bastante.



A abertura ao diálogo e a normalização do tema reduzem o estigma e aliviam o peso psicológico. Ver figuras públicas falarem sobre suas experiências também ajuda muitas mulheres a dizer: “isso acontece comigo também, e não estou sozinha”.



Em resumo: a menopausa representa um processo natural que coincide com responsabilidades crescentes. Essa combinação pode gerar alterações profundas no equilíbrio psíquico, mas não precisa arruinar seu bem-estar. Quando você entende o que acontece no seu corpo e na sua mente, busca ajuda a tempo e escolhe informação confiável, transforma uma fase temida em uma fase de reconexão consigo mesma. 💫



Se você nota mudanças no seu ânimo, sono ou energia e tem entre quarenta e cinquenta e poucos anos, não deixe passar. Pergunte-se:




  • Isso poderia se relacionar com a menopausa ou perimenopausa?

  • Já falei sobre isso com um profissional de saúde?



Sua saúde mental importa tanto quanto sua saúde física. Você merece atravessar essa transição com informação, apoio e dignidade, não com culpa e silêncio.








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Há mais de 20 anos que escrevo artigos para horóscopos e auto-ajuda de uma forma profissional.


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