Índice
- O exercício pode reduzir a depressão em adultos? O que diz a nova revisão científica 🧠🏃♀️
- Detalhes do estudo: o que encontraram sobre exercício e depressão 📊
- Que tipo de exercício ajuda mais contra a depressão 🤔
- Quanto exercício você precisa para notar menos sintomas depressivos ⏱️
- Benefícios extras do exercício em comparação com psicoterapia e medicamentos ⚖️
- Como começar a usar o exercício como parte do seu tratamento contra a depressão 💬
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O exercício pode reduzir a depressão em adultos? O que diz a nova revisão científica 🧠🏃♀️
A depressão atinge mais de
280 milhões de pessoas adultas no mundo. Muitas não chegam à terapia, outras não toleram bem os fármacos, e algumas simplesmente se sentem presas sem saber por onde começar.
Aqui aparece uma boa notícia: uma revisão recente publicada na prestigiada base Cochrane e coordenada pela Universidade de Lancashire analisou dezenas de estudos e concluiu algo muito interessante:
Atenção: não se trata de dizer “faça exercício e a depressão passa”. Seria simplista e cruel. Trata-se de ver o exercício como uma
ferramenta séria, respaldada por dados, que pode fazer parte do tratamento.
Como psicóloga, cada vez que explico isso em palestras ou sessões grupais, vejo a mesma reação: aquela mistura de surpresa e alívio. Surpresa porque não esperavam que o exercício tivesse tanto peso, e alívio porque parece algo mais alcançável do que mudar toda a vida de uma vez. 🙂
Detalhes do estudo: o que encontraram sobre exercício e depressão 📊
A revisão reuniu
73 ensaios clínicos controlados com cerca de
5 000 adultos com diagnóstico de depressão. Compararam o exercício com:
- Não fazer nada ou receber uma intervenção mínima.
- Psicoterapia.
- Antidepressivos.
Os resultados-chave:
- Exercício vs não tratamento
O exercício produziu uma melhora moderada dos sintomas depressivos. Em linguagem simples: muitas pessoas se sentiram claramente melhor, mas não se trata de uma cura mágica.
- Exercício vs psicoterapia
A diferença foi muito pequena. O exercício rendeu de forma similar à terapia psicológica na redução dos sintomas, com evidência de qualidade moderada.
Isso não significa que você possa substituir seu terapeuta por uma esteira, mas que o exercício se comporta como uma intervenção terapêutica séria.
- Exercício vs antidepressivos
Também apareceu um efeito semelhante, mas aqui os dados têm menor certeza. São necessários estudos maiores e melhor desenhados. Ainda assim, a mensagem é potente: o exercício joga em ligas maiores.
Quanto à segurança:
- Quem fazia exercício teve poucos efeitos adversos. O mais frequente: desconfortos musculares ou articulares.
- Quem tomava medicação apresentou efeitos habituais: cansaço, desconforto digestivo, entre outros.
Da perspectiva da psicologia, eu adoro um detalhe que muitas vezes passa despercebido: o exercício, além de melhorar o humor, aumenta a
sensação de autoeficácia. Ou seja, seu cérebro registra: “Estou fazendo algo concreto por mim, não estou completamente à mercê do que sinto”. Essa ideia, na depressão, vale ouro. 💛
Que tipo de exercício ajuda mais contra a depressão 🤔
A equipe de investigação revisou vários formatos de exercício. Não encontraram um “exercício milagroso” único, mas sim algumas pistas interessantes:
- Programas mistos
Combinar exercícios aeróbicos com trabalho de força foi ligeiramente mais eficaz do que fazer apenas exercício aeróbico.
- Treino de força
Mostrou boa capacidade para reduzir sintomas depressivos. Fortalecer o corpo também fortalece a autoimagem. Ver-se progredir com os pesos costuma melhorar muito a autoestima.
- Exercício aeróbico
Caminhar, correr leve, bicicleta, dançar, nadar… também ajudou de forma clara, embora em alguns estudos com um pouco menos de impacto do que os programas mistos.
Atividades como yoga, qigong ou simples alongamentos não foram incluídas na análise principal, mas outros estudos independentes mostram que:
- O yoga pode regular o sistema nervoso e reduzir a ansiedade.
- Exercícios suaves de respiração e consciência corporal podem melhorar o sono e a regulação emocional.
A nível cerebral, o exercício:
- Aumenta substâncias como endorfinas e serotonina.
- Favorece a produção de BDNF (um fator que ajuda os neurônios a sobreviver e a se conectar melhor).
- Regula o ritmo circadiano, o que melhora o sono e, com isso, o humor.
Em oficinas de manejo do estresse, muitas pessoas me dizem: “Mas eu odeio a academia”. E aí eu sempre respondo o mesmo: você não precisa amar os pesos nem as máquinas.
O essencial é:
- Escolher algo que você não deteste.
- Que você consiga manter ao longo do tempo.
- Que se adapte ao seu corpo e ao seu momento de vida.
Se caminhar com boa música já te parece um desafio suficiente, começamos por aí. 🚶♀️🎧
Quanto exercício você precisa para notar menos sintomas depressivos ⏱️
A revisão deu algumas pistas muito úteis sobre a
dose de exercício:
- Intensidade leve a moderada
O exercício muito intenso não se mostrou melhor. Pelo contrário, o exercício de baixa a moderada intensidade pareceu mais benéfico.
Sua referência prática: você deve conseguir falar enquanto se move, embora com algum esforço.
- Número de sessões
Os melhores resultados apareceram com programas de entre 13 e 36 sessões.
Se traduzirmos para algo manejável:
- Aproximadamente entre um mês e meio e três meses com constância.
- Por exemplo: 3 vezes por semana durante 8 a 12 semanas.
Da clínica psicológica, algo que vejo em muitos relatos é isto: as pessoas não melhoram porque façam um dia de exercício intenso, mas porque
se mantêm mesmo quando há dias fracos.
Algumas dicas realistas:
- Comece com metas pequenas, quase ridículas. Por exemplo: “Caminho 10 minutos hoje”.
- Registre em um caderno ou app como você se sente antes e depois. Você costuma notar pequenas melhorias, mesmo que mínimas.
- Não espere motivação para começar. Muitas vezes a motivação aparece depois de se mover, não antes.
Um dado curioso: muitos estudos mostram que as pessoas começam a notar mudanças no humor desde as
primeiras semanas, mesmo antes de que o corpo mude de forma visível. O cérebro reage mais rápido que o espelho. 😉
O exercício físico melhora o sistema imune Benefícios extras do exercício em comparação com psicoterapia e medicamentos ⚖️
A revisão científica centrou-se na depressão, mas o exercício traz uma longa lista de efeitos positivos:
- Melhora a saúde cardiovascular.
- Regula o sono, crucial na depressão.
- Aumenta a energia a médio prazo, embora no começo custe.
- Favorece a autoestima e a percepção do próprio corpo.
- Reduz o isolamento se for feito em grupo.
Comparado com outras intervenções:
- Frente à psicoterapia
A terapia oferece algo que o exercício não pode dar por si só: um espaço para entender sua história, seus padrões, suas feridas.
O exercício, por sua vez, trabalha do corpo para a mente. A combinação costuma ser muito potente.
- Frente aos medicamentos
Os medicamentos ajudam muito em casos moderados ou graves, mas podem gerar efeitos colaterais. O exercício, em contrapartida, mostra poucos riscos quando se adapta bem à pessoa.
No entanto, em depressões severas não convém abandonar a medicação sem supervisão. O ideal é somar o exercício a um plano já existente.
Algo importante que os pesquisadores salientam: o exercício
funciona muito bem em algumas pessoas e menos em outras.
Não se trata de culpabilizar-se se não lhe faz “milagres”. O objetivo consiste em somar ferramentas, não em substituir tudo por tênis esportivos.
Como começar a usar o exercício como parte do seu tratamento contra a depressão 💬
Se agora mesmo você pensa: “Ok, me interessa, mas não tenho forças nem para sair da cama”, eu entendo. Da psicologia sabemos que um dos sintomas centrais da depressão é precisamente a perda de energia e motivação.
Por isso, o plano deve ser gentil com você, não uma lista cruel de exigências.
Sugiro um guia prático:
- 1. Converse com seu profissional de saúde
Comente esta informação com seu médico ou terapeuta. Juntos podem decidir:
- Que tipo de exercício se encaixa no seu estado físico.
- Que frequência parece realista.
- Como integrar o exercício com sua medicação ou terapia atual.
- 2. Comece pelo mais fácil
Exemplos:
- Caminhar ao redor da sua casa 10 a 15 minutos.
- Dançar na sua sala duas músicas que você goste.
- Fazer uma rotina curta de exercícios suaves guiada por vídeo.
Você não precisa de roupa especial nem de uma academia cara para começar.
- 3. Use o exercício como experimento, não como obrigação
Antes de se mover, pergunte-se: “Como me sinto de 1 a 10?”.
Depois, repita a pergunta.
Mesmo que só suba meio ponto, seu cérebro já recebe a mensagem: “Isso já faz algo”. Essa evidência interna motiva mais que qualquer conversa motivacional.
- 4. Procure aliadas e aliados
O apoio social ajuda muito:
- Caminhar com alguém.
- Juntar-se a um grupo de dança, caminhada ou yoga suave.
- Compartilhar seus avanços com amigos ou familiares de confiança.
A depressão se alimenta do isolamento. O movimento em grupo quebra um pouco esse círculo.
- 5. Aceite os dias ruins sem desistir
Em consulta sempre digo algo como: “Seu valor não se mede pelos dias que conseguiu treinar, mas pelas vezes que decidiu tentar novamente”.
Haverá dias em que você só consiga levantar-se e alongar-se um pouco. Isso também conta. 💚
Para concluir, a revisão científica deixa uma mensagem clara: o exercício físico se perfila como uma
ferramenta segura, acessível e eficaz para reduzir sintomas depressivos em adultos.
Não substitui a psicoterapia nem os medicamentos quando estes são necessários, mas pode tornar-se um pilar a mais da sua recuperação.
Se agora você dúvida por onde começar, pode fazer a si mesmo estas perguntas:
- Que movimento eu poderia tentar amanhã que não me assuste tanto?
- Com quem eu poderia compartilhar este plano para que me acompanhe?
- O que preciso dizer ao meu médico ou terapeuta sobre isso?
Às vezes o primeiro passo não parece heroico. Parece pequeno, desajeitado e cansado.
Ainda assim, pela ciência e pela experiência clínica, sabemos que esse passo pequeno pode iniciar uma mudança profunda na sua mente e na sua vida. 🌱💫
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