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A cura vem em ondas, por isso continue a nadar

Curar é muito como recordar, recordar quem realmente se é. É um processo de se conhecer de uma forma que nunca se fez antes.... , 2020-05-24







Quem disse que a cura não é linear tem um ponto excelente. Por vezes é preciso um passo atrás para dar dois passos em frente. Não há nenhuma fórmula que, se a seguir e aplicar, se sinta bem. De facto, não há uma fenda de segundo fenomenal onde se pensa estar "completamente curado" porque a um nível muito mais profundo, a cura é mais do que consertar o que está partido. A vida é tudo sobre ciclos. Vivemos o nascimento, a morte e o renascimento de formas subtis mas diferentes todos os dias. Enquanto estivermos a respirar e não resistirmos à mudança, estamos a curar. Temos a capacidade de mudar, por isso temos a capacidade de ser melhores. Todos os dias adquirimos e experimentamos coisas novas, por isso é essencial desistir de tudo e curar todos os dias.

Curar é muito semelhante a recordar, a recordar quem realmente se é. É um processo de conhecer-se a si próprio de uma forma que nunca se tinha feito antes. Não precisa de se sentir e parecer perfeito, porque não está. A cura é render-se ao desconhecido. Ninguém sabe como se vai desenrolar. A cura é incerta, imprevisível, e desconfortável. Mas é também uma escolha, a sua própria vontade pessoal de continuar a fazê-lo e de se manter fiel a ele, mesmo quando ainda é confuso e difícil.

A cura é diferente para cada pessoa. Por vezes há gritos que só é preciso testemunhar. Há desilusões que só você precisa de experimentar e conhecer. Há noites em que se tem de passar sozinho. Há alturas em que é preciso estar sozinho. Muitas vezes, nesses momentos, pode sentir-se fraco. Poderá sentir que o seu mundo inteiro se desmoronou, e poderá até sentir a necessidade de pedir ajuda. Mas a verdade é que, nestes momentos, aprenderá a defender-se. Aprenderá a escolher-se a si próprio. Os momentos de fraqueza são momentos de força disfarçada quando se faz essa escolha para avançar. Em silêncio, ouve-se as respostas. Ouvem-se respostas quando se passa tempo sozinho, quando se sintoniza consigo mesmo e se presta atenção ao que o coração diz. Tudo o resto é apenas uma distracção.

A cura não é esquecer. Não é esquivar-se ou evitar, ou reprimir. Na realidade, é recordar. Por vezes pode significar senti-la vezes sem conta até a ferida estar tão aberta que finalmente se sente bem a render-se à dor. Está a dar-se outra oportunidade, após inúmeras vezes, de aceitar as coisas como elas são, mesmo que não as aprove. Mesmo se o desprezar. Mesmo que se pense que é injusto.

Por vezes, a cura é como mergulhar num oceano. É tão profundo que é encorajado a encontrar e a nadar a grandes profundidades dentro da sua dor. A única saída é cavar mais fundo e mergulhar primeiro no oceano da dor. E depois, lenta e cuidadosamente, encontre o seu caminho para a superfície. De repente, é essa pessoa com profundidade, sendo finalmente capaz de respirar e percebendo que não há nada que não se possa ultrapassar.

Quando se começa a ofegar por ar e a respirar pela primeira vez, percebe-se que aquilo por que se luta é a vida, a vida em si. Deve valer a pena. Vale a pena. Aí está, respirando. E nunca esteve tão vivo.

"Simplificar as coisas" são as duas melhores palavras juntas. Magoamo-nos mais quando resistimos ao que está a acontecer no presente e negamos o que a vida nos tenta ensinar. Quando estamos conscientes das razões do nosso sofrimento, podemos começar a compreender e a dar a nós próprios a oportunidade de aceitar e abrir os nossos corações à razão pela qual as coisas estão a acontecer da forma como estão. Esta vida é verdadeiramente um dom, e nós temos a escolha de honrar esse dom, vivendo autenticamente e dando o nosso melhor, porque a cura não é um destino. É a nossa viagem pessoal.









Eu sou Alegsa

Há mais de 20 anos que escrevo artigos para horóscopos e auto-ajuda de uma forma profissional.



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