Índice
- O que é a síndrome do coração partido ou síndrome de Takotsubo
- Por que ela pode aparecer depois de uma emoção forte
- Quem tem mais risco de sofrer síndrome de Takotsubo
- Sintomas da síndrome do coração partido que você não deve ignorar
- Tratamento e prevenção: cuidar do coração também é cuidar das suas emoções
- Dia dos Namorados, amor e saúde emocional
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O coração é um órgão vital, mas também é muito sensível ao que vivemos. Segundo a Sociedade Argentina de Cardiologia (SAC) e a Fundação Cardiológica Argentina (FCA), em alguns casos ele pode se “partir” de forma real, embora não no sentido romântico que costumamos imaginar.
Esse alerta costuma ganhar força na véspera do Dia dos Namorados. Não para assustar, mas para lembrar algo importante: as emoções intensas também podem impactar o corpo. Um rompimento, uma perda, uma discussão forte, uma surpresa dolorosa ou um período de muito estresse podem deixar marcas na saúde cardiovascular.
Em datas como o Dia dos Namorados, muitas pessoas sentem mais pressão, nostalgia ou tristeza. Se esse tema te toca no plano afetivo, também pode ajudar ler como é a sua vida amorosa segundo o seu signo do zodíaco no Dia dos Namorados, como um olhar mais simbólico e emocional sobre o amor.
O que é a síndrome do coração partido ou síndrome de Takotsubo
A Síndrome de Takotsubo, conhecida popularmente como síndrome do coração partido, é uma condição cardíaca descrita no Japão durante a década de 1990.
Ela recebe esse nome porque, durante o episódio, o coração pode mudar de forma. Em especial, uma parte do ventrículo esquerdo se dilata e adquire uma aparência parecida com a de uma vasija japonesa usada para capturar polvos: larga na base e estreita no pescoço.
Essa mudança não é apenas uma metáfora. Trata-se de uma reação física do coração diante de uma agressão ou de um estresse intenso. Por isso, embora o nome soe poético, é uma condição médica que precisa de avaliação profissional.
Por que ela pode aparecer depois de uma emoção forte
A Dra. Salvatori, citada pela SAC e pela FCA, destacou o papel fundamental da relação entre cérebro e coração. Hoje sabemos que não podemos separar totalmente o emocional do físico. O que sentimos também se expressa no corpo.
Diante de um estresse inesperado, físico ou emocional, o organismo pode liberar uma grande quantidade de adrenalina e outros hormônios do estresse. Em algumas pessoas, essa descarga pode afetar temporariamente a função do coração.
Por isso se fala na síndrome do coração partido em situações como:
- um rompimento amoroso ou uma perda afetiva;
- a morte de um ente querido;
- uma discussão muito intensa;
- uma notícia inesperada;
- um acidente, cirurgia ou doença aguda;
- períodos prolongados de angústia, ansiedade ou sobrecarga emocional.
Isso não significa que toda tristeza vai adoecer o coração. Mas nos lembra que o estresse prolongado merece atenção, assim como a pressão arterial, o colesterol ou a glicemia.
Quem tem mais risco de sofrer síndrome de Takotsubo
Um estudo publicado pela Associação Americana do Coração (AHA) revelou que mulheres de meia-idade e mais velhas têm até 10 vezes mais chances de sofrer essa síndrome do que homens ou mulheres jovens.
Ela é observada com mais frequência em mulheres na pós-menopausa. Ainda assim, pode ocorrer em outras pessoas, especialmente quando existem fatores de risco ou situações emocionais muito intensas.
Segundo os especialistas, alguns fatores não podem ser modificados, como a idade ou certos antecedentes genéticos. Mas há outros que podemos cuidar melhor no dia a dia.
Entre os fatores associados, estão:
- hipertensão arterial;
- dislipidemia ou alterações do colesterol;
- tabagismo;
- diabetes;
- obesidade;
- estresse crônico;
- depressão ou tristeza persistente;
- isolamento emocional ou falta de apoio.
Esses fatores psicossociais nem sempre aparecem em um exame de sangue, mas também pesam. Às vezes uma pessoa “vai bem” nos exames básicos, mas vive exausta, angustiada ou sem espaços de descanso real.
Sintomas da síndrome do coração partido que você não deve ignorar
A Síndrome de Takotsubo pode se parecer muito com um infarto do miocárdio. Por isso é tão importante não minimizá-la.
Os sinais mais frequentes incluem dor no peito, falta de ar, alterações no eletrocardiograma e aumento de enzimas cardíacas. Também pode aparecer sensação de aperto, sudorese, náuseas, fraqueza ou medo intenso.
A principal diferença é que, em muitos casos, o cateterismo mostra que as artérias do coração não estão obstruídas como ocorre em um infarto por doença aterosclerótica. No entanto, pode haver uma diminuição do fluxo sanguíneo até a ponta do coração e um enfraquecimento temporário de sua contração.
A boa notícia é que, com a atenção adequada, o coração costuma recuperar seu funcionamento normal após algumas semanas. Mas isso não significa que você possa esperar em casa se tiver sintomas. Dor no peito e falta de ar sempre exigem consulta urgente.
Tratamento e prevenção: cuidar do coração também é cuidar das suas emoções
O tratamento depende de cada caso e deve ser indicado por uma equipe médica. Pode incluir medicação para controlar fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, colesterol, diabetes ou outras condições associadas.
O acompanhamento psicológico também pode ser útil. A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, pode ajudar a reconhecer padrões de estresse, organizar pensamentos, regular emoções e construir ferramentas mais saudáveis para atravessar momentos difíceis.
Não se trata de “não sentir”. Isso seria impossível. Trata-se de aprender a sustentar o que você sente sem que o corpo fique sempre em estado de alerta. Às vezes, algo tão simples como pedir ajuda no momento certo muda muita coisa.
Algumas práticas do dia a dia podem ajudar na prevenção:
- fazer exames médicos periódicos;
- não suspender a medicação sem orientação profissional;
- mexer o corpo com regularidade, de acordo com as suas possibilidades;
- dormir o suficiente;
- reduzir o cigarro e o álcool;
- falar sobre o que dói com alguém de confiança;
- buscar apoio terapêutico se a tristeza ou o estresse se tornarem persistentes.
Também foram estudados outros fatores, como o abuso crônico de álcool ou o uso prolongado de certos medicamentos em contextos específicos. Por isso, se você tiver dúvidas sobre seu tratamento ou seus hábitos, o melhor é conversar com sua médica ou seu médico.
Dia dos Namorados, amor e saúde emocional
O Dia dos Namorados pode ser uma data linda para algumas pessoas e muito difícil para outras. Pode despertar esperança, mas também ativar lembranças, lutos, solidão ou comparações.
Se você está passando por uma separação, uma perda ou um momento sensível, não se cobre estar bem só porque o calendário diz que “deveria” celebrar. O seu coração emocional também precisa de descanso, cuidado e paciência 💗.
E se surgirem sintomas físicos como dor no peito, falta de ar, desmaio, palpitações fortes ou uma sensação estranha que te preocupe, não atribua isso apenas aos nervos. Procure atendimento imediatamente. Cuidar do coração também é ouvi-lo quando ele pede ajuda.